segunda-feira, setembro 06, 2004

Beleza

Gosto de acreditar que és bonita. Não te conseguiria ver de outra forma.

...

A única pessoa que muda de verdade a face do planeta é aquele que lavra modestamente o seu terreno...


RAMON GÓMEZ DE LA SERNA
(1888 - 1963)

terça-feira, agosto 31, 2004

Uma música imortal

Como eu gosto desta música!!

forbidden colours
The wounds on your hands never seem to heal
I thought all I needed was to believe
Here am I, a lifetime away from you
The blood of Christ, or the beat of my heart

My love wears forbidden colours
My life believes

Senseless years thunder by
Millions are willing to give their lives for you
Does nothing live on?
Learning to cope with feelings aroused in me
My hands in the soil, buried inside of myself
My love wears forbidden colours
My life believes in you once again

I'll go walking in circles
While doubting the very ground beneath me
Trying to show unquestioning faith in everything
Here am I, a lifetime away from you

The blood of Christ, or a change of heart
My love wears forbidden colours
My life believes
My love wears forbidden colours
My life believes in you once again

Ryuichi Sakamoto e a voz potentosa de David Sylvian

Flight Fright

Are you affraid of flying?
YES, don't fly!!

quinta-feira, agosto 26, 2004

Filha da mãe

Hoje enquanto me dirigia à esplanada com um amigo meu, cruzamo-nos com mãe e filha, tal era a parecença. O que suscitou um comentário do meu amigo: - A filha-da-mãe era gira! **


** nada como um post levezinho para um regresso ainda com espiríto de veraneio....

domingo, julho 25, 2004

Frase da noite

Depois de contar a um amigo meu a frase que li num blog "As mulheres que são fáceis são fáceis e as mulheres que são dificéis, caramba, como são dificéis, ele diz-me esta "As mulheres só são dificéis até ao limite do seu interesse". É bonito!

quarta-feira, julho 21, 2004

A oposição

Normalmente sou daquelas pessoas de quem dizem que é do contra. Mas, neste caso, devo confessar que sempre gostei mais dos Governos do que das Oposições. A Oposição é sempre a negação do Governo, e a ele está acopulada como um reboque. O Governo faz, a Oposição critica. Bem ou mal, prefiro sempre quem faça e que, mesmo aos tropelões, se vá evoluíndo. A Oposição infelizmente, é só um travão. Falo de quase 25 anos de política de que me vou recordando. Mas, este preâmbulo todo, é só mesmo para expôr o meu espanto com o que se tem passado nas ultimas semanas com a Oposição. Antes de se decidir pela mudança na continuidade, o segundo grande desejo da Oposição - o primeiro, as eleições antecipadas - era salvaguardar que o novo Governo seguisse a mesma linha politica do antecessor. Agora empossado o novo Governo, só os oiço falar de que é preciso mudar as políticas e acabar com o rumo que vinha seguindo o anterior. Fico confuso, é para mudar as politicas, ou seguimos como estavámos?

terça-feira, julho 13, 2004

Vergonha

As ultimas movimentações no caso "Apito Dourado" demonstram bem o poder organizativo do Futebol Português. Vendo bem, o Euro 2004 só podia ser muito bem organizado.

sábado, julho 10, 2004

Oportunistas

Apesar de não ter votado em Jorge Sampaio para a Presidência da República - para não variar não votei em nenhum - sempre tive uma simpatia pelo homem, quanto mais não fosse pela afectividade clubística, mas hoje o homem superou-se e não foi pela decisão que tomou, mas pelo discurso que fez. Reparem neste trecho:

"Nesse regime - que não fiquem dúvidas - a nossa opção é pela democracia representativa, de que não sou o notário, mas sim o garante; e que, por isso, não há razões de oportunidade, por mais compreensivas que sejam, que possam abrir caminho e criar um precedente para futuros desvios plebiscitários."

O enfático é meu e admiro o homem pelo tom subtil com que chama de oportunistas todos aqueles que queriam eleições. Isto sim é elevação, tanto social como política. Sempre admirei quem conseguia insultar com delicadeza, e requintes de malvadez.

quinta-feira, julho 08, 2004

Asas

Não preciso que me recordes o que tento esquecer. Estou a bater as asas, não vês?

Prioridade à direita

Desenganem-se que não sei o que vai decidir o nosso Presidente sobre o futuro deste parlamento, mas a prioridade à direita é apenas uma convenção automobilística que define quem tem direito de avançar num cruzamento ou entroncamento. Não discordo que haja uma regra em caso de omissão de sinalização, mas o mesmo já não posso dizer dos casos em que me parece obrigatório a inclusão de sinalização. Decerto já todos nós circulamos numa via claramente principal e, por essa omissão de sinalização, a estrada prioritária passa a ser a que vem de qualquer quelho à direita. Vivemos na sociedade da informação enquanto a DGV ainda anda com o mesmo modus operandi dos primórdios do século passado. As multas aumentam, agravam-se, mas os sinais, os sinais esses continuam sumidos das nossas estradas. E o pior, o pior é que não podemos reclamar porque existe a tal "prioridade à direita".

quarta-feira, julho 07, 2004

O Absurdo

O Ministro da Agricultura acha que quem não quer deixar que se cace no seu terreno deva pagar uma multa. Quase o mesmo que dizer que se eu não o quisesse receber em minha casa, e com estes modos não quero, tivesse de pagar uma coima pela nega. E o direito à propriedade?

Proverbios

Há uma expressão portuguesa que diz que "a melhor defesa é o ataque", o que, traduzido para Grego, deve dar algo como "o melhor ataque é a defesa".

domingo, julho 04, 2004

sábado, julho 03, 2004

O câncro

Ontem ouvi alguém a dizer que o grande câncro da sociedade é o dinheiro. Engraçado sempre pensei que fosse a falta dele.

A Crise III

Ainda por estes dias, muito se denota a demagogia dos nossos políticos que, de forma indisfarçável, parecem todos mais preocupados em adquirir/manter o poder unicamente por interesses pessoais do que qualquer outra coisa. A pergunta que se impunha, e que ainda importa resolver, será: "Mas afinal o que é melhor para Portugal?". E a essa pergunta, respondida de forma isenta, parece haver muito poucos que a respondam.

A Crise II

A esquerda portuguesa fala que a saída de Durão Barroso do governo criou uma crise política. É um ponto de vista. Se a esquerda, sedenta de retomar ao poder a qualquer custo e embalada por uma vitória eleitoral nas Europeias, não pedisse novo sufrágio nacional não haveria crise. É um outro ponto de vista.

A Crise

Muito se fala por estes dias de crise politica. Eu há muito que falo de uma interminável crise de políticos.

sexta-feira, julho 02, 2004

o que aí vem

o putativo novo 1º ministro já tem em agenda algumas iniciativas para que, findo o Euro, o bom povo não esmoreça. Algumas das ideias de MC SANTANA:

-"RETOMA PARADE"- non-stop dancing caravan pelo Vale do Ave;

-"REMEMBER CAVACO"- quartas temáticas com happy-hour de bolo rei;

-"ROCK IN CIO"- no clássico ambiente de Monsanto e com voluntariado casapiano;

-"BACANAL DOS HOSPITAIS"- entrada livre mas com tratamento vip para portadores do cartão Médis ( negoceia-se nesta altura a hipótese de Isabel Angelino espancar aao vivo Eládio Clímaco com um cacete de rabanadas)

quinta-feira, julho 01, 2004

Um sinal que eu saboa

Às vezes, voltávamos a encontrar-nos. Ela fazia aquele sinal que eu sabia que era para ir ter com ela e encontravamo-nos no café da rua por detrás da casa dos pais dela. Tinhamos dezasseis anos. Os pais tinham a mania de que ela não devia namorar. Por isso, quando ela ia tomar café com os pais e eu, por acaso ou de porpósito, aparecia, lá me fazia o sinal de que podia se desmarcar e eu ia ter com ela ao jardim, escondidos por detrás do coreto. Já tínhamos namorado antes, os pais conheciam-me, nós fingíamos que não nos falávamos, que andavámos irreconciliáveis. Os pais acabaram (isso queriam eles) com a nossa relação. Damo-nos bem, é fácil darmo-nos bem quando há tanta cumplicidade. Isso gera um sentimento de parceria que é difícil destruir. Os pais não sabiam de nada, os pais, as nossas marionetas. Era a melhor coisa que lhes podia acontecer. Nem os nossos amigos sabiam dos nossos encontros. Esse secretismo dava magia à relação. Falávamos muito mal um do outro a todas as pessoas. Olhavamo-nos com uma mágoa tão fria e sofrida, como se uma mágoa cruzasse os nossos olhares, que quase nos fazia sorrir e trair o nosso esquema. Andávamos nisto há mais de seis meses. Não tínhamos um único aliado nesta aventura. Estávamos sós, que era como mais gostávamos de estar.