quarta-feira, julho 07, 2004
O Absurdo
O Ministro da Agricultura acha que quem não quer deixar que se cace no seu terreno deva pagar uma multa. Quase o mesmo que dizer que se eu não o quisesse receber em minha casa, e com estes modos não quero, tivesse de pagar uma coima pela nega. E o direito à propriedade?
Proverbios
Há uma expressão portuguesa que diz que "a melhor defesa é o ataque", o que, traduzido para Grego, deve dar algo como "o melhor ataque é a defesa".
domingo, julho 04, 2004
sábado, julho 03, 2004
O câncro
Ontem ouvi alguém a dizer que o grande câncro da sociedade é o dinheiro. Engraçado sempre pensei que fosse a falta dele.
A Crise III
Ainda por estes dias, muito se denota a demagogia dos nossos políticos que, de forma indisfarçável, parecem todos mais preocupados em adquirir/manter o poder unicamente por interesses pessoais do que qualquer outra coisa. A pergunta que se impunha, e que ainda importa resolver, será: "Mas afinal o que é melhor para Portugal?". E a essa pergunta, respondida de forma isenta, parece haver muito poucos que a respondam.
A Crise II
A esquerda portuguesa fala que a saída de Durão Barroso do governo criou uma crise política. É um ponto de vista. Se a esquerda, sedenta de retomar ao poder a qualquer custo e embalada por uma vitória eleitoral nas Europeias, não pedisse novo sufrágio nacional não haveria crise. É um outro ponto de vista.
A Crise
Muito se fala por estes dias de crise politica. Eu há muito que falo de uma interminável crise de políticos.
sexta-feira, julho 02, 2004
o que aí vem
o putativo novo 1º ministro já tem em agenda algumas iniciativas para que, findo o Euro, o bom povo não esmoreça. Algumas das ideias de MC SANTANA:
-"RETOMA PARADE"- non-stop dancing caravan pelo Vale do Ave;
-"REMEMBER CAVACO"- quartas temáticas com happy-hour de bolo rei;
-"ROCK IN CIO"- no clássico ambiente de Monsanto e com voluntariado casapiano;
-"BACANAL DOS HOSPITAIS"- entrada livre mas com tratamento vip para portadores do cartão Médis ( negoceia-se nesta altura a hipótese de Isabel Angelino espancar aao vivo Eládio Clímaco com um cacete de rabanadas)
-"RETOMA PARADE"- non-stop dancing caravan pelo Vale do Ave;
-"REMEMBER CAVACO"- quartas temáticas com happy-hour de bolo rei;
-"ROCK IN CIO"- no clássico ambiente de Monsanto e com voluntariado casapiano;
-"BACANAL DOS HOSPITAIS"- entrada livre mas com tratamento vip para portadores do cartão Médis ( negoceia-se nesta altura a hipótese de Isabel Angelino espancar aao vivo Eládio Clímaco com um cacete de rabanadas)
quinta-feira, julho 01, 2004
Um sinal que eu saboa
Às vezes, voltávamos a encontrar-nos. Ela fazia aquele sinal que eu sabia que era para ir ter com ela e encontravamo-nos no café da rua por detrás da casa dos pais dela. Tinhamos dezasseis anos. Os pais tinham a mania de que ela não devia namorar. Por isso, quando ela ia tomar café com os pais e eu, por acaso ou de porpósito, aparecia, lá me fazia o sinal de que podia se desmarcar e eu ia ter com ela ao jardim, escondidos por detrás do coreto. Já tínhamos namorado antes, os pais conheciam-me, nós fingíamos que não nos falávamos, que andavámos irreconciliáveis. Os pais acabaram (isso queriam eles) com a nossa relação. Damo-nos bem, é fácil darmo-nos bem quando há tanta cumplicidade. Isso gera um sentimento de parceria que é difícil destruir. Os pais não sabiam de nada, os pais, as nossas marionetas. Era a melhor coisa que lhes podia acontecer. Nem os nossos amigos sabiam dos nossos encontros. Esse secretismo dava magia à relação. Falávamos muito mal um do outro a todas as pessoas. Olhavamo-nos com uma mágoa tão fria e sofrida, como se uma mágoa cruzasse os nossos olhares, que quase nos fazia sorrir e trair o nosso esquema. Andávamos nisto há mais de seis meses. Não tínhamos um único aliado nesta aventura. Estávamos sós, que era como mais gostávamos de estar.
quarta-feira, junho 30, 2004
quarta-feira, junho 23, 2004
terça-feira, junho 15, 2004
Dúvida Metódica
Se dormimos cerca de um terço da vida, não deveria a maioridade ser só atribuída aos 27 anos?
domingo, junho 13, 2004
A loucura da alma
Era uma viagem escura pela loucura da alma, os olhos baços de uma cegueira pretendida e o braço hirto suspendendo uma agulha de dor. Os meus olhos parvos da visão inositada e a tua outra mão estendida ao meu auxílio.
A minha alma não é tão vasta como os desertos mas apenas escura e fria e sem perdão. Os meus olhos mimados de lágrimas e lastima não são o teu refúgio nem salvação e as minhas palavras apenas a torneira do teu choro.
A tua beleza que ainda amo estancada no torniquete, asfixiada na agulha de prazeres de ilegalidade a minha cabeça tonta e zonza de drogas legais. Eu ainda embebido na promessa do teu amor coberto de felicidade e a tua outra mão estendida a necessidade de socorro.
A minha alma não é tão vasta como os desertos mas apenas escura e fria e sem perdão. Os meus olhos mimados de lágrimas e lastima não são o teu refúgio nem salvação e as minhas palavras apenas a torneira do teu choro.
A tua beleza que ainda amo estancada no torniquete, asfixiada na agulha de prazeres de ilegalidade a minha cabeça tonta e zonza de drogas legais. Eu ainda embebido na promessa do teu amor coberto de felicidade e a tua outra mão estendida a necessidade de socorro.
sexta-feira, junho 11, 2004
quarta-feira, junho 09, 2004
Abstenho-me
Normalmente voto. Voto em branco, mas branco. Normalmente até recebo a folha de voto e dobro-a em quatro mesmo a frente dos representantes dos partidos para perceberem a mensagem. A de que nenhum deles me diz nada. Nenhuma das doutrinas politicas me entusiasma. Mas sempre fui votar por acreditar no direito conquistado pela democracia. Desta vez vou-me abster, porque o direito de voto não implica a democracia, mas apenas a nossa posição na Europa. E abstenho-me porque ainda não ouvi uma ideia de Europa, um debate sobre o futuro da Europa e sobre a nossa posição nessa mesma Europa, e desta no Mundo. Sobre isto ainda não ouvi falar. Só das tricas políticas nacionais como se estas eleições fossem apenas uma antecâmara das eleições legislativas. Meus senhores políticos, isto são eleições e não uma sondagem. Por isso, para dar a minha posição política só ao INE. Por isso, abstenho-me.
sábado, junho 05, 2004
Coisas da vida
Perguntaram-me se eu era a favor da despenalização do aborto ao que eu respondi que sim. E logo me retorquiram: então não és a favor da vida. Ao que eu tive de responder: não, sou a favor da boa vida.
sexta-feira, junho 04, 2004
Coincidências
Afinal há coincidências ou não há? Não querendo desmentir a Margarida Rebelo Pinto, parece-me que sim. Afinal de contas, encontrar uma pessoa que até gostariamos de ver durante três dias seguidos, em três sítios diferentes e a variadas horas do dia, parece-me uma prova irrefutável de que as há. Obviamente sem ser combinado, até porque não conheço a pessoa em questão. Ou será isto tudo uma qualquer partida do destino?
Sol
É o sol, eu juro que a culpa é do sol. Tenho alguns posts preparados para escrever, mas o sol não deixa. Ainda por cima assuntos sérios e sombrios. Só que isso não liga com este sol. Agora é mais esplanada, convenhamos.
quinta-feira, maio 27, 2004
...
É assim: quando digo que "tudo tem um limite!" é como se já tivéssemos ultrapassado qualquer coisa.
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