terça-feira, junho 15, 2004
Dúvida Metódica
Se dormimos cerca de um terço da vida, não deveria a maioridade ser só atribuída aos 27 anos?
domingo, junho 13, 2004
A loucura da alma
Era uma viagem escura pela loucura da alma, os olhos baços de uma cegueira pretendida e o braço hirto suspendendo uma agulha de dor. Os meus olhos parvos da visão inositada e a tua outra mão estendida ao meu auxílio.
A minha alma não é tão vasta como os desertos mas apenas escura e fria e sem perdão. Os meus olhos mimados de lágrimas e lastima não são o teu refúgio nem salvação e as minhas palavras apenas a torneira do teu choro.
A tua beleza que ainda amo estancada no torniquete, asfixiada na agulha de prazeres de ilegalidade a minha cabeça tonta e zonza de drogas legais. Eu ainda embebido na promessa do teu amor coberto de felicidade e a tua outra mão estendida a necessidade de socorro.
A minha alma não é tão vasta como os desertos mas apenas escura e fria e sem perdão. Os meus olhos mimados de lágrimas e lastima não são o teu refúgio nem salvação e as minhas palavras apenas a torneira do teu choro.
A tua beleza que ainda amo estancada no torniquete, asfixiada na agulha de prazeres de ilegalidade a minha cabeça tonta e zonza de drogas legais. Eu ainda embebido na promessa do teu amor coberto de felicidade e a tua outra mão estendida a necessidade de socorro.
sexta-feira, junho 11, 2004
quarta-feira, junho 09, 2004
Abstenho-me
Normalmente voto. Voto em branco, mas branco. Normalmente até recebo a folha de voto e dobro-a em quatro mesmo a frente dos representantes dos partidos para perceberem a mensagem. A de que nenhum deles me diz nada. Nenhuma das doutrinas politicas me entusiasma. Mas sempre fui votar por acreditar no direito conquistado pela democracia. Desta vez vou-me abster, porque o direito de voto não implica a democracia, mas apenas a nossa posição na Europa. E abstenho-me porque ainda não ouvi uma ideia de Europa, um debate sobre o futuro da Europa e sobre a nossa posição nessa mesma Europa, e desta no Mundo. Sobre isto ainda não ouvi falar. Só das tricas políticas nacionais como se estas eleições fossem apenas uma antecâmara das eleições legislativas. Meus senhores políticos, isto são eleições e não uma sondagem. Por isso, para dar a minha posição política só ao INE. Por isso, abstenho-me.
sábado, junho 05, 2004
Coisas da vida
Perguntaram-me se eu era a favor da despenalização do aborto ao que eu respondi que sim. E logo me retorquiram: então não és a favor da vida. Ao que eu tive de responder: não, sou a favor da boa vida.
sexta-feira, junho 04, 2004
Coincidências
Afinal há coincidências ou não há? Não querendo desmentir a Margarida Rebelo Pinto, parece-me que sim. Afinal de contas, encontrar uma pessoa que até gostariamos de ver durante três dias seguidos, em três sítios diferentes e a variadas horas do dia, parece-me uma prova irrefutável de que as há. Obviamente sem ser combinado, até porque não conheço a pessoa em questão. Ou será isto tudo uma qualquer partida do destino?
Sol
É o sol, eu juro que a culpa é do sol. Tenho alguns posts preparados para escrever, mas o sol não deixa. Ainda por cima assuntos sérios e sombrios. Só que isso não liga com este sol. Agora é mais esplanada, convenhamos.
quinta-feira, maio 27, 2004
...
É assim: quando digo que "tudo tem um limite!" é como se já tivéssemos ultrapassado qualquer coisa.
quarta-feira, maio 26, 2004
My last two weeks
When I returned
You buried my last two weeks
My last two weeks
Of my new times
So it didn't seem like
A wasted mouthful
Because of a trip
That was trapped inside you
Peter Murphy "My last two weeks"
You buried my last two weeks
My last two weeks
Of my new times
So it didn't seem like
A wasted mouthful
Because of a trip
That was trapped inside you
Peter Murphy "My last two weeks"
quarta-feira, maio 12, 2004
A boa gente
O primeiro grande erro do sistema democrático é achar que toda a gente é boa pessoa até prova em contrário. Num sistema informático, a prevenção da hipotese do erro é que o torna robusto e seguro. Como construir um sistema político que leve em conta que o homem, primeiro de tudo, é um animal com instintos primários e pouco cognitivos?
segunda-feira, maio 10, 2004
de novo, o tempo
Já está, já não volta atrás. Estou triste porque o tempo não adormece nos relógios.
sábado, maio 08, 2004
Conversas a mais de 0dB
"A subtileza é das caracteristicas que mais aprecio, infelizmente caiu em desuso e ninguem a entende"
quinta-feira, maio 06, 2004
Doce Novembro
A RTP ontem passou o filme Doce Novembro. Sem ser um mau filme não é propriamente um filme que valha a pena muitas mais linhas. Mas, ouvir a Charlize Theron durante 2 horas a chamar pelo nome de Nelson é algo que me deliciou a noite.
terça-feira, maio 04, 2004
A Justiça
A Justiça anda piedosa. Na verdade, só gosto daquela Justiça de espada numa das mãos, com a venda nos olhos e a balança equilibrada na outra. A Justiça quando é difusa, é como se colocasse a venda que tem nos olhos sobre o nosso olhar. E dessa cegueira, eu não gosto.
domingo, maio 02, 2004
sábado, maio 01, 2004
A árvore que não dá frutos
O destino é como as rosas e, por vezes, murcha lentamente. O sol que nasce todos os dias já cá não está entre as folhagens. A árvore perdura mas não dá frutos, continua com o nosso nome gravado na sua casca. É uma escrita de seiva a que lhe fizemos, é a ferida da árvore que não dá frutos. O meu coração bate ao vento que debanda em retirada com as aves. O livro azul lá está enterrado debaixo da árvore sem frutos, a rir-se entre as folhagens, debaixo da terra no húmido do tempo. A aranha passeia sobre o teu diário, enterrado como está o nosso amor, debaixo da árvore que só tem folhas a guardar as páginas que nunca irei ler.
sexta-feira, abril 30, 2004
Novo Look
Depois de algum estudo sobre Html e CSS apresentamos um novo visual. Esperamos que gostem.
quarta-feira, abril 28, 2004
A pedra
Tens uma pedra a que não lhe dás valor. Não brilha, nem as riscas reluzem. Nem tão pouco a escrita do tempo lhe confere um ar atractivo. A pedra fria gela-te os dedoss. Sozinha, a pedra assente sobre os pápeis pintados de letras que te dei, parece ser a realidade possível de um objecto que só pesa. Nunca reparas, mas numa ou noutra situação, normalmente quando a realidade da vida toca em unissono com o texto, a pedra cinzenta e rugosa briha no escuro do teu quarto.
O tom
Há pessoas de quem se diz terem o "dom da palavra". Para muitos outros, o seu problema com as palavras é o tom.
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