sexta-feira, agosto 22, 2003

Combate

Ontem enquanto aguardava o início de uma sessão de "home cinema", debati-me com o pesado adversário João Pestana, escusado será dizer quem ganhou, não vi filme nenhum.
São estas situações que me fazem lembrar da nossa condição primordial de seres animais antes de uma qualquer pretensão racional.

quinta-feira, agosto 21, 2003

Vicios

Dizem-me agora durante a minha incursão diária pelos blogs "Viciada!" ao que eu respondo "Como não fumo..."

Escrita

Afinal escrevi muita coisa estas férias que ainda vão a meio. Como escrevi na forma tradicional do papel e caneta tenho de arranjar um tempito para dactilografar tudo e então poder pôr aqui.

Trocadilho com pensamento pornografico incluido

Descobri um bar onde tocavam jazz de qualidade num sitio que apesar de lá ter passado muitas vezes nunca tinha reparado que era o unico sitio com animação do sitio aonde estava, uma terra sossegada no norte de Espanha, ao fim de umas quantas cañas pedidas sempre a mesma empregada e estando eu sozinho era natural que surgisse alguma conversa, nada de especial que se registe, a não ser quando eu digo que me vou embora e ela:
- Y mañana? viente mañana!
O bom senso impediu-me de dizer em alto e bom som:
- E Hoje? Porquê que não pode ser hoje!

Lembrando Hemingway

Enquanto tomava um café solo e uma cervejita na esplana uma rapariga na mesa ao lado pergunta-me:
- Siempre te miro acca escreviendo. Eres escritor?
- Me divirto escriviendo solo eso!
- Lo veo, cañita en la mano y por veces, una sonrisa. Ya lo habia reparado.
No dia seguinte lá nos encontrarmos na mesma esplanada e depois de um cumprimento de olhar, ela pergunta-me:
- Oye! Hemingway de la cañas, tienes fuego?
Pois é o absinto já não está a dar.

Ham?!?

- Porque é que às vezes ficas com um olhar estranho e distante? Em que pensas?
- Em nada. Sou eu que tenho uma alma triste e às vezes sou assaltada pela tristeza.

quarta-feira, agosto 20, 2003

Back to bussiness - acabaram-se as férias

A Espada está entupida de posts sobre férias, quanto horas e minutos faltam para as férias, o espectáculo que vão ser as nossas férias, os banhos que vamos tomar, a loucura que vão ser as nossas férias, o sol que vamos gozar, férias, outra vez férias e ainda mais férias.

O que não deixa de ser altamente deprimente para quem lê e que, com elevadíssima probabilidade, está a trabalhar. É o meu caso. Volto de férias e que encontro eu na Espada? Encontro, apenas e só, posts sobre férias futuras.

Não querendo minimizar o entusiasmo de quem ainda vai gozá-las, o certo é que as férias, tal como as praticamos hoje em dia, andam um bocado paradoxais.

- Para podermos descansar 22 dias úteis (isto para quem pode), andamos um ano inteiro a cansar-nos.

- Trabalhamos para o bronze durante duas semanas seguidas. Depois, em quatro ou cinco, ficamos todos esfolados e voltamos à coloração anterior.

- Passamos quinze dias a comer faustosamente e a beber alarvemente. Quanto voltamos, as calças não servem e vamos a correr inscrever-nos numa qualquer actividade desportiva.

- Ao longo do ano, temos pena de não poder passar muito tempo com as (os) namorados (as), maridos e mulheres, filhos e filhas. Nas férias, não raramente ficamos fartos de os aturar dias inteiros.

Isto só para citar as contradições mais evidentes. Mas não vale a pena ver as coisas pelo lado negativo. O certo é que também foi por estas e por outras que se inventaram os fins-de-semana, os protectores solares, os ginásios e as férias «à parte».

Boas férias (que eu já tive). E cuidado com o stress pré-estival.

Ritmo

Faltam três dias para ir de férias e já estou no ritmo! Nada melhor que viver no limiar dos acontecimentos, cresce a expectativa e não chega o momento.

A ti sempre

Penso no meu carro que te vai visitar e eu não estou, lembro o quanto queria ir, o desejo de já lá estar e o ter de aqui ficar. A minha vida segue o ritmo cadeado deixado pela tua existência. As lágrimas que me descem no rosto são a minha procura de ti. O meu suspiro não é mais do que um intervalo que faço na vida em tua homenagem, é a melhor forma que tenho de comungar contigo agora. A felicidade que vou encontrando hoje é um brinde a ti e às tuas pacientes lições de vida que me davas. A ti, sempre.

Altivo

Olho para ti, e vejo a dignidade ancestral inscrita nos teus traços. A tua postura, o teu olhar e pose são motivo da minha profunda admiração. Fico sempre surpreendida como as tuas potêncialidades podem ser admoestadas pelo carinho que tens por nós. Muitas vezes enquanto te admiro penso o quão fácil seria para ti impores a tua vontade. Mas logo fico embevecida com o teu doce olhar e carinho enquanto te faço uma festa.

Percurso

Na nossa existência temos de ultrapassar um determinado caminho para terminar onde deveriamos. O mais estranho é que todos temos de percorrer uma direcção tão distinta uns dos outros. Quem nos faz tão diferentes? As nossas escolhas ou as nossas vivências?

terça-feira, agosto 19, 2003

Reviver o passado

Existem vivências que parecem pertencer-nos de outras vidas, às quais atribuimos uma linha de seguimento de tempos passados. Mas será mesmo assim? A nossa vida será constituida por repetições do já vivido? Não temos direito a partir do nada e construir um todo novo?
A melancolia que hoje me assalta faz-me pensar nisto.

segunda-feira, agosto 18, 2003

Work, work, work

Ainda tenho mais uma semana pela frente antes de seguir para férias.
O fim de semana foi muito bonito, o norte tem muito encanto e a ilha de La Toja merece a visita com uma atenção mais cuidada.
Bom, por agora tenho de continuar com o trabalho, só não podia deixar de enviar um post!

quinta-feira, agosto 14, 2003

E´ Hoje

A partir de amanhã e até ao final do mês é provável que não aja mais posts por aqui. Da minha parte claro. Levo o meu caderninho para o que der e vier. Normalmente dá para fazer peso. Mas pode ser que uma súbita visão, tão bela como a que vi ontem, me abra o apetite.... de escrever.

Preferencias

Quase toda a gente elege os seus sítios de preferência sejam eles o café, o talho, ou a padaria. Cada um terá as suas razões, por certo, todas essas opções serão muito plausíveis. Mas pouco terão, como eu, uma caixa multibanco de preferência. Pois bem, eu tenho uma desde ontem. Ideias que a mente masculina tece.

quarta-feira, agosto 13, 2003

Snif, hum, ha!

Existem músicas com cheiro, não acham?

Viva o ocio

Este era um dos meus lemas de vida favoritos (enquanto teenager encadernava os livros com fotos e esta frase) o que dava um gozo especial aos machos da turma, faziam sempre o trocadilho - Viva ó cio Brisa?- claro que eu nem me dignava a responder. O meu olhar condescendente dizia tudo, é preciso ter um grande conhecimento de causa para retirar o verdadeiro sentido à frase. E eu tinha-o. Adoro ficar sem nada fazer, só a olhar para nada.
O que pode ser melhor do que expremer um modo de vida a uma frase?

Preguiça

Dou uma volta por vários blogs e vejo que está tudo a espraiar. É por esta altura do ano que verificamos que somos criaturas de hábitos idênticos. Nesta altura o país repousa lânguido à beira mar. Eu só mais tarde, é a velha mania de ser do contra. Por enquanto ainda vou postando algumas coisas (na próxima semana devem aumentar em quantidade, dada a maior disponibilidade temporal), mas na última semana de Agosto sou eu que me ausento por alguns tempos. Vou tentar ir até um cibercafé para ir relatando algumas das fiestas que conto visitar.
Desde já desejo boas férias a todos que partem por estes dias!

E agora?

Qual será a melhor forma de lidar com a situação? Devo esperar a que te decidas partir, ou tenho de tomar uma actitude? Ainda não sei o que se passa. Nunca sei como reagir nestas situações, penso sempre que poderia fazer melhor, que deveria ter tomado outra actitude.
Agora sinto-me completamente baralhada no mar de possibilidades. Confio sempre no meu instinto, a isto chamo ter actitudes próximas do nosso estado mais primário, mais básicas.
Mas em determinadas alturas questiono-me. Esta é uma delas.

(e/ou) parte 17

três dias a evitar bater com a cabeça nas paredes por uma raiva crescente. entre letras injustas não te escrevo. talvez o fizesse, caneta cor de ira a debitar texto aonde havia branco, olhar de sangue e sempre injusta a palavra a fazer feridas como se quisesse rasgar o céu da boca. um frémito quase vómito de desejos contidos com laivos de maldade nas palavras pululantes de uma mente pouco calma, resguardo as palavras... as que não te escrevo. o silêncio fere mais, ainda mais quando o junto de indiferença. e eu gosto, amo essa indiferença que percorre veias grossas recebendo pontapés de um coração que, de forte, só tem a sua impenetrabilidade. mas não volto a dizer isso do teu, nem isso, só o silêncio e uma maldadezinha que é não contar segredos. nem por vingança. é só mesmo por indiferença, desprezo, pela tua injustiça ou o que queiras dizer porque já não te ouço.