quinta-feira, agosto 14, 2003

E´ Hoje

A partir de amanhã e até ao final do mês é provável que não aja mais posts por aqui. Da minha parte claro. Levo o meu caderninho para o que der e vier. Normalmente dá para fazer peso. Mas pode ser que uma súbita visão, tão bela como a que vi ontem, me abra o apetite.... de escrever.

Preferencias

Quase toda a gente elege os seus sítios de preferência sejam eles o café, o talho, ou a padaria. Cada um terá as suas razões, por certo, todas essas opções serão muito plausíveis. Mas pouco terão, como eu, uma caixa multibanco de preferência. Pois bem, eu tenho uma desde ontem. Ideias que a mente masculina tece.

quarta-feira, agosto 13, 2003

Snif, hum, ha!

Existem músicas com cheiro, não acham?

Viva o ocio

Este era um dos meus lemas de vida favoritos (enquanto teenager encadernava os livros com fotos e esta frase) o que dava um gozo especial aos machos da turma, faziam sempre o trocadilho - Viva ó cio Brisa?- claro que eu nem me dignava a responder. O meu olhar condescendente dizia tudo, é preciso ter um grande conhecimento de causa para retirar o verdadeiro sentido à frase. E eu tinha-o. Adoro ficar sem nada fazer, só a olhar para nada.
O que pode ser melhor do que expremer um modo de vida a uma frase?

Preguiça

Dou uma volta por vários blogs e vejo que está tudo a espraiar. É por esta altura do ano que verificamos que somos criaturas de hábitos idênticos. Nesta altura o país repousa lânguido à beira mar. Eu só mais tarde, é a velha mania de ser do contra. Por enquanto ainda vou postando algumas coisas (na próxima semana devem aumentar em quantidade, dada a maior disponibilidade temporal), mas na última semana de Agosto sou eu que me ausento por alguns tempos. Vou tentar ir até um cibercafé para ir relatando algumas das fiestas que conto visitar.
Desde já desejo boas férias a todos que partem por estes dias!

E agora?

Qual será a melhor forma de lidar com a situação? Devo esperar a que te decidas partir, ou tenho de tomar uma actitude? Ainda não sei o que se passa. Nunca sei como reagir nestas situações, penso sempre que poderia fazer melhor, que deveria ter tomado outra actitude.
Agora sinto-me completamente baralhada no mar de possibilidades. Confio sempre no meu instinto, a isto chamo ter actitudes próximas do nosso estado mais primário, mais básicas.
Mas em determinadas alturas questiono-me. Esta é uma delas.

(e/ou) parte 17

três dias a evitar bater com a cabeça nas paredes por uma raiva crescente. entre letras injustas não te escrevo. talvez o fizesse, caneta cor de ira a debitar texto aonde havia branco, olhar de sangue e sempre injusta a palavra a fazer feridas como se quisesse rasgar o céu da boca. um frémito quase vómito de desejos contidos com laivos de maldade nas palavras pululantes de uma mente pouco calma, resguardo as palavras... as que não te escrevo. o silêncio fere mais, ainda mais quando o junto de indiferença. e eu gosto, amo essa indiferença que percorre veias grossas recebendo pontapés de um coração que, de forte, só tem a sua impenetrabilidade. mas não volto a dizer isso do teu, nem isso, só o silêncio e uma maldadezinha que é não contar segredos. nem por vingança. é só mesmo por indiferença, desprezo, pela tua injustiça ou o que queiras dizer porque já não te ouço.

Contagem Decrescente

Já só faltam dois dias. Será que trasnparece uma certa ansiedade e uma pitada de regojizo?

JUBILO PULMONAR

Morreu a Santa da Ladeira. Apesar dos incêndios...já se respira melhor.

terça-feira, agosto 12, 2003

Una y otra vez

Tendo como exemplo a noite de ontem, só me apetece lembrar :

"Que bonito ès el amor bajo la luna en una noche de verano!"

Apenas por

Procurar o que nunca se encontra,
Vasculhar no liso de tudo,
Sulcar caminhos vistos,
Seguir.

Descobrirmo-nos nos outros,
Verem-nos como eles,
Fantasmas de nós.
Ficar.

Sinto a pele envolta numa suave película que levanta os pelos dos braços.
O arrepio do ar condicionado potencia esta sensação.
O cansaço está impresso nos meus olhos, e custa mantê-los abertos.
Malditas noites de calor.
Espero por melhores noites.
Dias sem fim.

(e/ou) parte 18

apenas uma carícia desperdiçada. na mão um leve tremor, e no bolso, uma sensação de abandono em forma de carta. tinha a palavra fim dentro e soube logo isso. pela textura rugosa do envelope e do sangue que fez nos dedos, bem nas pontas onde se inicia a carícia. fim brusco e violência estranha. pensou. e que, afinal, a terapia do engano funciona. que se vive melhor debaixo do tecto da mentira do que sob a expressão súbita e dolorosa de um fim telegráfico. porquês e razões ficaram guardados para uma outra escala do tempo e quando as receber vai achar falsos, porque julga agora ter sido sempre assim. e se estiver enganado? ou se já não quiser saber?

Contagem decrescente

Faltam apenas 3 dias.

segunda-feira, agosto 11, 2003

Horizonte

Horizonte, de uma viagem esquecida. Recortes por entre as montanhas onde são abruptos os pontos de ruptura. Peço-te, vem. Talvez ignorando o meu nome, o meu rosto. Vem irada, confusa, se estiveres perdida, vem. E esquece. O teu passado, a tua ira e encontra-me. Corresponde, ao olhar com um beijo, à palavra com a mão dada e amor. Acima de tudo, o meu poema junto à cabeceira como uma carícia. Se eu partir, o mesmo que dizer a querer regressar. Perdi-te no tempo das procuras, incapaz de controlar ânsias e peço-te, regressa. Com outro nome, com outro rosto. Mochila às costas, carrega pouca coisa, traz poucas recordações, não te esqueças do humor, traz o poema que ignoravas ser meu, e encontra-me. Não no fim do tempo, mas no princípio de uma qualquer viagem. (1995)

And now I'm back

Pois é, ainda agora de volta e já estou farta... Ainda me sinto presa ao fim de semana.
Porque é que os momentos mágicos não podem ficar cristalizados e durar para sempre?

domingo, agosto 10, 2003

Tempo

Tenho tempo, mas pouco tempo para o perder. Sobretudo tenho muita pouca vontade...
... até de escrever, poetizar com palavras as rudes atitudes dos outros.

Cesariny

Há pessoas que dizem coisas mesmo belas, mas depois, quando olhamos dentro para essas frases, dá-nos um arrepio, até dá medo...
Ama como a estrada começa*
Será isto outra prova do infinito? ou da infinita estupidez da utopia?

*Mário Cesariny, parabéns pelos 80 anos

sexta-feira, agosto 08, 2003

Bon

Je m'en vais! Desejo um bom fim de semana para todos, a ver se as coisas correm bem.
Espero que aproveitem bem!

Mariposas en la tripa

É bom sentir as coceguinhas no estômago quando temos aquele nervosinho de expectativa!
Não querendo parecer derrotista, mas quando fico assim algo corre mesmo muito mal...
Já outros têm melhores experiências.
E para um amigo que vai hoje ser entrevistado na NTV, tem calma que o nervosinho passa!

Desisto

Não acho normal que não possa fazer um plano e segui-lo consequentemente. Na minha vida há sempre o elemento contraditório que estraga tudo. Vaya suerte...