quarta-feira, agosto 13, 2003

terça-feira, agosto 12, 2003

Una y otra vez

Tendo como exemplo a noite de ontem, só me apetece lembrar :

"Que bonito ès el amor bajo la luna en una noche de verano!"

Apenas por

Procurar o que nunca se encontra,
Vasculhar no liso de tudo,
Sulcar caminhos vistos,
Seguir.

Descobrirmo-nos nos outros,
Verem-nos como eles,
Fantasmas de nós.
Ficar.

Sinto a pele envolta numa suave película que levanta os pelos dos braços.
O arrepio do ar condicionado potencia esta sensação.
O cansaço está impresso nos meus olhos, e custa mantê-los abertos.
Malditas noites de calor.
Espero por melhores noites.
Dias sem fim.

(e/ou) parte 18

apenas uma carícia desperdiçada. na mão um leve tremor, e no bolso, uma sensação de abandono em forma de carta. tinha a palavra fim dentro e soube logo isso. pela textura rugosa do envelope e do sangue que fez nos dedos, bem nas pontas onde se inicia a carícia. fim brusco e violência estranha. pensou. e que, afinal, a terapia do engano funciona. que se vive melhor debaixo do tecto da mentira do que sob a expressão súbita e dolorosa de um fim telegráfico. porquês e razões ficaram guardados para uma outra escala do tempo e quando as receber vai achar falsos, porque julga agora ter sido sempre assim. e se estiver enganado? ou se já não quiser saber?

Contagem decrescente

Faltam apenas 3 dias.

segunda-feira, agosto 11, 2003

Horizonte

Horizonte, de uma viagem esquecida. Recortes por entre as montanhas onde são abruptos os pontos de ruptura. Peço-te, vem. Talvez ignorando o meu nome, o meu rosto. Vem irada, confusa, se estiveres perdida, vem. E esquece. O teu passado, a tua ira e encontra-me. Corresponde, ao olhar com um beijo, à palavra com a mão dada e amor. Acima de tudo, o meu poema junto à cabeceira como uma carícia. Se eu partir, o mesmo que dizer a querer regressar. Perdi-te no tempo das procuras, incapaz de controlar ânsias e peço-te, regressa. Com outro nome, com outro rosto. Mochila às costas, carrega pouca coisa, traz poucas recordações, não te esqueças do humor, traz o poema que ignoravas ser meu, e encontra-me. Não no fim do tempo, mas no princípio de uma qualquer viagem. (1995)

And now I'm back

Pois é, ainda agora de volta e já estou farta... Ainda me sinto presa ao fim de semana.
Porque é que os momentos mágicos não podem ficar cristalizados e durar para sempre?

domingo, agosto 10, 2003

Tempo

Tenho tempo, mas pouco tempo para o perder. Sobretudo tenho muita pouca vontade...
... até de escrever, poetizar com palavras as rudes atitudes dos outros.

Cesariny

Há pessoas que dizem coisas mesmo belas, mas depois, quando olhamos dentro para essas frases, dá-nos um arrepio, até dá medo...
Ama como a estrada começa*
Será isto outra prova do infinito? ou da infinita estupidez da utopia?

*Mário Cesariny, parabéns pelos 80 anos

sexta-feira, agosto 08, 2003

Bon

Je m'en vais! Desejo um bom fim de semana para todos, a ver se as coisas correm bem.
Espero que aproveitem bem!

Mariposas en la tripa

É bom sentir as coceguinhas no estômago quando temos aquele nervosinho de expectativa!
Não querendo parecer derrotista, mas quando fico assim algo corre mesmo muito mal...
Já outros têm melhores experiências.
E para um amigo que vai hoje ser entrevistado na NTV, tem calma que o nervosinho passa!

Desisto

Não acho normal que não possa fazer um plano e segui-lo consequentemente. Na minha vida há sempre o elemento contraditório que estraga tudo. Vaya suerte...

Baldes de baldas

Dantes erámos um pais de baldas, agora somos um pais a baldes...

Hummm!

Despertar e sentir que um dia novo começa sem vestigios de passado é a melhor forma de olhar a vida. Dá-nos a possibilidade de inventarmos todo um rol de acontecimentos que gostariamos ter visto acontecer. Sem as culpas, sem as tristezas do já vivido.

A justiça, ou talvez nao

CHIUU! BUM! BUM! SILÊNCIO.
E por muito que ao réu o acusem, ele irá sempre jurar a sua inocência.
CHIUU! BUM! BUM! SILÊNCIO.
Grita e bate o juiz com o seu martelo em punho... foice a democracia!.... Como um fálico objecto impondo a sua sexualidade machista, tenta acabrunhar o próprio réu que prossegue em achar-se inocente.... E ora são os juizes de acusação, com o seu ar severo, fingindo serem piores que as cobras, mais moralistas que o pápa, gritando:
C U L P A D O...
Ou ora são os advogados de defesa, mais humanitários que toda a humanidade junta, mais curadores que um remédio milagroso, argumentando:
I N O C E N T E...
E o réu ri-se, com muito dinheiro no bolso para pagar a caução.

Medo de Morte

Ouve! Aquele leve murmúrio, está longe não esta? É a Morte. Ela espera por ti, sorrateiramente espera que vires a próxima esquina para te encurralar num beco negro, sem luz e solitário. Ouves? Lá longe ela caminha, de soslaio pousa o seu olhar em ti, aproxima-se, quer agarrar-te. Faz um barulho louco, põe-te doido. Não foges? Estás aterrado de medo, uma força tão grande te prende que nem um pé consegues mover, sentes o sangue enrijecer até te congelar os movimentos e o teu cérebro já não é quem comanda, só o medo te dirige. Que se passa contigo? Estás com medo? Da Morte?!! Não tenhas medo. Quando ela poisar a mão em ti será como um raio que te fulminará: a morte é aquela breve fracção de segundo em que és para deixares de ser. Tens medo da Morte? Devias ter medo da vida. Tens medo da Morte mas não te demoves do teu erro: o erro de viveres pelo mundo sem viveres, sem gozares o momento em que respiras, sentes e vives. Tens medo da morte mas esqueces-te de viver.
(1989)

We all go down

- 'Up or down?'
We all go down
down that road
above a river
which runs ideas
murky ideas
of how to go up
- 'Up or down?'
asks the Devil with his horns
all the walls are boiling
and fire burns in red
smoke makes a storm
and the thunders scream 'n' shout
- 'We all go down'
Said the sinner to the sinners
and floor goes melting
and safe roads are ideas
burning in light red
- 'Are you all sure?'
plays the Demon to the sinners
all sinners
are as evil as the Devil, so
- 'We all go down'
(1989)

Curiosidade

Que nome se dá aquela pequena parte de plástico que fica na ponta dos atacadores?

quinta-feira, agosto 07, 2003

Prostrada

Muitas vezes me vejo parada, imóvel, estática, congelada numa centésima de segundo. Quando fico assim abstraida não reparo em nada em redor, são segundos ganhos num mundo diferente, são espaços em mim. Para num espasmo frio descer logo à realidade e seguir em frente.