domingo, julho 25, 2004

Frase da noite

Depois de contar a um amigo meu a frase que li num blog "As mulheres que são fáceis são fáceis e as mulheres que são dificéis, caramba, como são dificéis, ele diz-me esta "As mulheres só são dificéis até ao limite do seu interesse". É bonito!

quarta-feira, julho 21, 2004

A oposição

Normalmente sou daquelas pessoas de quem dizem que é do contra. Mas, neste caso, devo confessar que sempre gostei mais dos Governos do que das Oposições. A Oposição é sempre a negação do Governo, e a ele está acopulada como um reboque. O Governo faz, a Oposição critica. Bem ou mal, prefiro sempre quem faça e que, mesmo aos tropelões, se vá evoluíndo. A Oposição infelizmente, é só um travão. Falo de quase 25 anos de política de que me vou recordando. Mas, este preâmbulo todo, é só mesmo para expôr o meu espanto com o que se tem passado nas ultimas semanas com a Oposição. Antes de se decidir pela mudança na continuidade, o segundo grande desejo da Oposição - o primeiro, as eleições antecipadas - era salvaguardar que o novo Governo seguisse a mesma linha politica do antecessor. Agora empossado o novo Governo, só os oiço falar de que é preciso mudar as políticas e acabar com o rumo que vinha seguindo o anterior. Fico confuso, é para mudar as politicas, ou seguimos como estavámos?

terça-feira, julho 13, 2004

Vergonha

As ultimas movimentações no caso "Apito Dourado" demonstram bem o poder organizativo do Futebol Português. Vendo bem, o Euro 2004 só podia ser muito bem organizado.

sábado, julho 10, 2004

Oportunistas

Apesar de não ter votado em Jorge Sampaio para a Presidência da República - para não variar não votei em nenhum - sempre tive uma simpatia pelo homem, quanto mais não fosse pela afectividade clubística, mas hoje o homem superou-se e não foi pela decisão que tomou, mas pelo discurso que fez. Reparem neste trecho:

"Nesse regime - que não fiquem dúvidas - a nossa opção é pela democracia representativa, de que não sou o notário, mas sim o garante; e que, por isso, não há razões de oportunidade, por mais compreensivas que sejam, que possam abrir caminho e criar um precedente para futuros desvios plebiscitários."

O enfático é meu e admiro o homem pelo tom subtil com que chama de oportunistas todos aqueles que queriam eleições. Isto sim é elevação, tanto social como política. Sempre admirei quem conseguia insultar com delicadeza, e requintes de malvadez.

quinta-feira, julho 08, 2004

Asas

Não preciso que me recordes o que tento esquecer. Estou a bater as asas, não vês?

Prioridade à direita

Desenganem-se que não sei o que vai decidir o nosso Presidente sobre o futuro deste parlamento, mas a prioridade à direita é apenas uma convenção automobilística que define quem tem direito de avançar num cruzamento ou entroncamento. Não discordo que haja uma regra em caso de omissão de sinalização, mas o mesmo já não posso dizer dos casos em que me parece obrigatório a inclusão de sinalização. Decerto já todos nós circulamos numa via claramente principal e, por essa omissão de sinalização, a estrada prioritária passa a ser a que vem de qualquer quelho à direita. Vivemos na sociedade da informação enquanto a DGV ainda anda com o mesmo modus operandi dos primórdios do século passado. As multas aumentam, agravam-se, mas os sinais, os sinais esses continuam sumidos das nossas estradas. E o pior, o pior é que não podemos reclamar porque existe a tal "prioridade à direita".

quarta-feira, julho 07, 2004

O Absurdo

O Ministro da Agricultura acha que quem não quer deixar que se cace no seu terreno deva pagar uma multa. Quase o mesmo que dizer que se eu não o quisesse receber em minha casa, e com estes modos não quero, tivesse de pagar uma coima pela nega. E o direito à propriedade?

Proverbios

Há uma expressão portuguesa que diz que "a melhor defesa é o ataque", o que, traduzido para Grego, deve dar algo como "o melhor ataque é a defesa".

domingo, julho 04, 2004

sábado, julho 03, 2004

O câncro

Ontem ouvi alguém a dizer que o grande câncro da sociedade é o dinheiro. Engraçado sempre pensei que fosse a falta dele.

A Crise III

Ainda por estes dias, muito se denota a demagogia dos nossos políticos que, de forma indisfarçável, parecem todos mais preocupados em adquirir/manter o poder unicamente por interesses pessoais do que qualquer outra coisa. A pergunta que se impunha, e que ainda importa resolver, será: "Mas afinal o que é melhor para Portugal?". E a essa pergunta, respondida de forma isenta, parece haver muito poucos que a respondam.

A Crise II

A esquerda portuguesa fala que a saída de Durão Barroso do governo criou uma crise política. É um ponto de vista. Se a esquerda, sedenta de retomar ao poder a qualquer custo e embalada por uma vitória eleitoral nas Europeias, não pedisse novo sufrágio nacional não haveria crise. É um outro ponto de vista.

A Crise

Muito se fala por estes dias de crise politica. Eu há muito que falo de uma interminável crise de políticos.

sexta-feira, julho 02, 2004

o que aí vem

o putativo novo 1º ministro já tem em agenda algumas iniciativas para que, findo o Euro, o bom povo não esmoreça. Algumas das ideias de MC SANTANA:

-"RETOMA PARADE"- non-stop dancing caravan pelo Vale do Ave;

-"REMEMBER CAVACO"- quartas temáticas com happy-hour de bolo rei;

-"ROCK IN CIO"- no clássico ambiente de Monsanto e com voluntariado casapiano;

-"BACANAL DOS HOSPITAIS"- entrada livre mas com tratamento vip para portadores do cartão Médis ( negoceia-se nesta altura a hipótese de Isabel Angelino espancar aao vivo Eládio Clímaco com um cacete de rabanadas)

quinta-feira, julho 01, 2004

Um sinal que eu saboa

Às vezes, voltávamos a encontrar-nos. Ela fazia aquele sinal que eu sabia que era para ir ter com ela e encontravamo-nos no café da rua por detrás da casa dos pais dela. Tinhamos dezasseis anos. Os pais tinham a mania de que ela não devia namorar. Por isso, quando ela ia tomar café com os pais e eu, por acaso ou de porpósito, aparecia, lá me fazia o sinal de que podia se desmarcar e eu ia ter com ela ao jardim, escondidos por detrás do coreto. Já tínhamos namorado antes, os pais conheciam-me, nós fingíamos que não nos falávamos, que andavámos irreconciliáveis. Os pais acabaram (isso queriam eles) com a nossa relação. Damo-nos bem, é fácil darmo-nos bem quando há tanta cumplicidade. Isso gera um sentimento de parceria que é difícil destruir. Os pais não sabiam de nada, os pais, as nossas marionetas. Era a melhor coisa que lhes podia acontecer. Nem os nossos amigos sabiam dos nossos encontros. Esse secretismo dava magia à relação. Falávamos muito mal um do outro a todas as pessoas. Olhavamo-nos com uma mágoa tão fria e sofrida, como se uma mágoa cruzasse os nossos olhares, que quase nos fazia sorrir e trair o nosso esquema. Andávamos nisto há mais de seis meses. Não tínhamos um único aliado nesta aventura. Estávamos sós, que era como mais gostávamos de estar.