quarta-feira, setembro 24, 2003

Tédio

A alma espraia-se numa dor leve e longa. Procuro calor dentro, mas não encontro o abrigo que me davas.
Ensaio pensamentos da infância no intuíto de achar o toque familiar que nos faz sentir protegidos. Vasculho a memória e só tenho imagens espectrais, indefinidas. Sem sentimento. Fico novamente presa à crueza da dor. O que será feito daquela sensação envolvente, como a aproximação da lareira quando nos aquecemos após termos percorrido um caminho de tempestade? Nova pesquisa e de novo embato na dura realidade, estou pior. Não há possibilidade de encontrar o que apazigue a inquetude que me assalta. A lembrança sensorial que nos grava a pele está incapaz de me ajudar, estou constipada nas lembranças. Tenho a alma fria e não encontro o abafador para aquecê-la. Vou continuar, como sempre, na busca deste Santo Graal que é tentar seguir.

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