quarta-feira, setembro 24, 2003
Por estas razoes
Ainda aguardo no portão a tua chegada. Estou sentada na soleira da porta, em frente ao portão. Olho para a frente na expectativa de te ver outra vez entrar. Os cães prostam-se a meu lado, na ânsia de um carinho, de uma atenção que não chega. Toda a minha acção está suspensa. Não sou capaz de reagir. Penso em ti e como não te encontro, procuro em mim a tua imagem, os teus sorrisos e as tuas palavras. É melhor uma imagem interior do que nada de ti. Uma força bruta implode no sentimento da falta que me fazes. Fico agoniada de dor. Sinto na pele um tremor que se extende às entranhas. Não voltas e eu continuo à espera.
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