quarta-feira, agosto 20, 2003

Back to bussiness - acabaram-se as férias

A Espada está entupida de posts sobre férias, quanto horas e minutos faltam para as férias, o espectáculo que vão ser as nossas férias, os banhos que vamos tomar, a loucura que vão ser as nossas férias, o sol que vamos gozar, férias, outra vez férias e ainda mais férias.

O que não deixa de ser altamente deprimente para quem lê e que, com elevadíssima probabilidade, está a trabalhar. É o meu caso. Volto de férias e que encontro eu na Espada? Encontro, apenas e só, posts sobre férias futuras.

Não querendo minimizar o entusiasmo de quem ainda vai gozá-las, o certo é que as férias, tal como as praticamos hoje em dia, andam um bocado paradoxais.

- Para podermos descansar 22 dias úteis (isto para quem pode), andamos um ano inteiro a cansar-nos.

- Trabalhamos para o bronze durante duas semanas seguidas. Depois, em quatro ou cinco, ficamos todos esfolados e voltamos à coloração anterior.

- Passamos quinze dias a comer faustosamente e a beber alarvemente. Quanto voltamos, as calças não servem e vamos a correr inscrever-nos numa qualquer actividade desportiva.

- Ao longo do ano, temos pena de não poder passar muito tempo com as (os) namorados (as), maridos e mulheres, filhos e filhas. Nas férias, não raramente ficamos fartos de os aturar dias inteiros.

Isto só para citar as contradições mais evidentes. Mas não vale a pena ver as coisas pelo lado negativo. O certo é que também foi por estas e por outras que se inventaram os fins-de-semana, os protectores solares, os ginásios e as férias «à parte».

Boas férias (que eu já tive). E cuidado com o stress pré-estival.

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